quarta-feira, 25 de março de 2009
MINERAIS
IDENTIFICAÇÃO DOS MINERAIS
A composição química e o arranjo estrutural das partículas constituintes dos minerais são próprias de cada mineral.
Pode fazer-se a identificação de minerais recorrendo a determinadas propriedades físicas ou químicas que, de algum modo, reflectem a sua composição e estrutura, fazendo ensaios simples que não implicam equipamento complexo.
- Propriedades físicas: Propriedades ópticas – cor, risca e brilho; Propriedades mecânicas – dureza, clivagem, fractura; Densidade.
COR DOS MINERAIS:
> Idiocromático – mineral que apresenta cor constante.
> Alocromático – mineral que apresenta cor variável
A diversidade da cor pode ser devido à mistura de pequenas quantidades de certos pigmentos, ou devido a variações na composição química, em que certos elementos são substituídos na rede cristalina por outros diferentes.
RISCA OU TRAÇO:
> Cor do mineral reduzido a pó;
> A cor do traço de um mineral não coincide sempre com a sua cor;
> Diferentes variedades da mesma espécie mineral exibem sempre o traço com a mesma cor;
> O traço é uma propriedade constante, enquanto que a cor pode ser uma propriedade variável.
Para se determinar a cor do traço, risca-se com o mineral a superfície despolida de uma porcelana. Método aplicável nos minerais com dureza inferior à da porcelana. 
BRILHO OU LUSTRE:
O brilho consiste no efeito produzido pela qualidade e intensidade da luz reflectida numa superfície de fractura recente do mineral.
Os minerais podem ter brilho metálico, brilho intenso semelhante ao observado nos metais e, brilho não metálico ou vulgar, característico dos minerais transparentes ou translúcidos.
CLIVAGEM:
> Tendência de alguns minerais fragmentarem;
> Devido à aplicação de uma força mecânica;
> Segundo superfícies planas e brilhantes, de direcções bem definidas e constantes.

FRACTURA:
> Revela que todas as ligações são igualmente fortes, qualquer que seja a direcção considerada;
> As superfícies de fractura não se repetem paralelamente a si mesmas e podem apresentar diferentes aspectos.
DUREZA:
> Resistência que o mineral oferece ao ser riscado (sulcado) por outro mineral ou por determinados objectos;
> É condicionada pela estrutura e pelo tipo de ligações entre as partículas e, por isso, pode variar com a direcção considerada;
> A determinação da dureza dos minerais é feita em relação aos termos de uma escala de dureza;
> Uma das escalas de dureza relativa mais conhecidas é a escala de Mohs, em homenagem ao mineralogista Friedrich von Mohs;
> Esta escala é constituída por 10 termos, colocados por ordem crescente de dureza, desde o menos duro, o talco, até ao diamante, que é o corpo natural mais duro que se conhece;> Qualquer mineral da escala risca todos os que estão abaixo dele, não sendo riscado por eles;
> Um mineral é mais duro que outro se, e só se, o riscar, sem se deixar riscar por ele;
> Dois minerais têm a mesma dureza se se riscam ou não se riscam mutuamente;
> Determina-se seleccionando-se uma aresta viva, com a qual se experimenta riscar os sucessivos termos da escala de Mohs;
> Os termos da escala devem ser percorridos no sentido decrescente de dureza, para se evitar o constante desgaste dos minerais menos duros
> Quando não se dispõe de uma escala de Mohs, podem utilizar-se diferentes materiais, como:


DENSIDADE:
A densidade absoluta, ou massa volúmica, de uma substância traduz a massa por unidade de volume.
A densidade depende da dureza das partículas (átomos ou iões) que constituem o mineral e do tipo de arranjo dessas partículas.
Para a identificação dos minerais, recorre-se à densidade relativa, podendo utilizar-se qualquer dos métodos usados em física.
Um dos métodos possíveis para avaliar a densidade consiste em determinar:
> o peso do mineral no ar – P
> o peso do mineral mergulhado na água – P’
A diferença P - P’ dá o valor da impulsão (I), ou seja, o valor do peso de um volume de água igual ao volume do mineral mergulhado.
A densidade relativa é calculada através da seguinte fórmula: 
- Propiedades químicas: Teste do sabor salgado para a halite (NaCl) ou da efervescência produzida por acção do ácido clorídrico sobre a calcite.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
MESELSON E STAHL (semiconservativa)
- Quando as bactérias Escherichia coli vivem num meio de cultura normal (com 14N), o seu DNA, depois de extraído e centrifugado, deposita-se mais próximo da superfície do que do fundo do tubo da centrífuga;
- Meselson e Stahl cultivaram Escherichia coli num meio de cultura contendo um isótopo pesado de azoto (15N);
- As bactérias produziram bases azotadas contendo 15N, que ficaram integradas no seu DNA;
- O DNA, depois de extraído, foi centrifugado, verificando-se que era mais denso do que o DNA de bactérias que cresciam em azoto normal (14N), depositando-se próximo do fundo do tubo da centrífuga;
- Depois de várias gerações num meio de cultura com 15N, as bactérias foram transferidas para um meio de cultura com 14N, isto é, um meio normal;
- As bactérias (geração 0 - G0) dividiram-se nesse meio e o processo foi interrompido:
(A) ao fim de 20 minutos (1ª geração - G1) - todas as bactérias G1 apresentavam um DNA de densidade intermédia (entre o DNA só com 15N e o DNA só com14N) 14N15N;
(B) ao fim de 40 minutos (2ª geração - G2) - 50% das bactérias G2 apresentavam um DNA de densidade intermédia (14N15N) e os outros 50% apresentavam um DNA de densidade normal 14N.

As bactérias cultivadas com 15N incorporam esse azoto nos seus nucleótidos, formando um DNA com maior densidade, que se deposita mais próximo do fundo do tubo sujeito a centrifugação. Quando as bactérias são transferidas para um meio de cultura com 14N, utilizam esse azoto para produzirem novas cadeias de DNA.
Assim, na 1ª geração, cada molécula de DNA apresenta uma cadeia de nucleótidos com 15N (que provinha da geração parental) e outra com 14N (formada com nucleótidos que incorporaram o azoto presente no meio). Desta forma, as moléculas de DNA apresentam uma densidade intermédia entre DNA com 15N e DNA com 14N.
REPLICAÇÃO DO DNA - hipóteses
O processo de replicação do DNA assegura tanto a produção de células geneticamente idênticas como a passagem da informação genética ao longo das gerações, em todos os organismos.
- HIPÓTESE SEMICONSERVATIVA: cada uma das cadeias serviria de molde para uma nova cadeia e, consequentemente, cada uma das novas moléculas seria formada por uma cadeia antiga e uma cadeia nova.

- HIPÓTESE CONSERVATIVA: admitia que a molécula de DNA progenitora se mantinha na íntegra, servindo apenas de molde para a formação da molécula filha, a qual seria formada por duas novas cadeias de nucleótidos.

- HIPÓTESE DISPERSA: admitia que cada molécula-filha seria formada por porções da molécula inicial e por regiões sintetizadas de novo.

ALFRED HERSHEY E MARTA CHASE (1953)
Como apenas o DNA viral penetra nas bactérias, e não as proteínas, pode concluir-se que é o DNA que contém a informação necessária para a produção de novos vírus, reforçando-se a ideia de que o DNA seria o suporte da informação genética, e não as proteínas.


